
Ao redigir um Curriculum Vitae (CV) está-se a proceder a uma apresentação pessoal junto do mundo laboral.
O CV é um elemento essencial, em início de carreira e em todas as fases da vida profissional, devendo, por isso, manter-se sempre actualizado e redigido de forma cuidada e pensada.
O CV pode ser redigido de um modo mais personalizado, o que é valorizado, desde que adequado a cada situação, ou seguindo modelos mais rígidos e pré-definidos.
Existem diversas minutas, de elaboração do CV, nomeadamente, o “Modelo Europeu de Curriculum Vitae”, elaborado e pensado como tentativa de homogeneizar e sintetizar a estrutura de apresentação do CV e evitar uma eventual dispersão por informação que não seja efectivamente relevante.
Em termos genéricos, o CV deverá estar dividido em, pelo menos, cinco partes fundamentais:
Informação Pessoal:
Dados Pessoais (nome, morada, contactos, incluindo telemóvel e endereço de correio electrónico, nacionalidade, data de nascimento e, eventualmente, fotografia actualizada e adequada ao contexto profissional, que deverá ser colocada no canto superior direito da folha inicial).
Formação Académica:
Releva neste ponto o histórico académico de cada um, a forma como os conhecimentos foram sendo adquiridos ao longo dos anos.
A informação deve ser ordenada cronologicamente, começando por indicar-se as experiências mais recentes, e, a cada curso ou formação pertinente, deve corresponder uma referência em separado.
É fundamental indicar, em cada caso, o nome e tipo da organização de ensino ou formação em causa, as principais disciplinas e competências académicas, e, se aplicável, as classificações obtidas.
Experiência Profissional:
Não existindo experiência profissional efectiva prévia, o que acontece frequentemente no caso de Candidatos a Advogados Estagiários, esta parte do CV não é particularmente desenvolvida, podendo apenas fazer-se referência a experiências de trabalho esporádicas ou pontuais que tenham ocorrido em paralelo com a vida académica.
A informação deve ser ordenada cronologicamente de modo a poder transmitir uma visão clara e objectiva da trajectória do Candidato.
Em cada caso, indicar-se-á o nome da(s) Sociedade(s) de Advogados, Empresa(s) ou Organizações em questão, as áreas de actuação primordiais, as principais actividades desenvolvidas e as responsabilidades assumidas.
É importante não deixar lapsos de tempo por preencher e, a existirem, deverão ser sempre resumidamente justificados.
Aptidões e Competências Pessoais:
Devem igualmente ser referidas as Aptidões e Competências Pessoais relevantes (sociais, de organização e técnicas) que não se incluam directamente no âmbito de competências profissionais mas possam, claramente, complementá-las.
Neste capítulo deve indicar-se a primeira língua falada e o nível de conhecimento de outras línguas, distinguindo-se o nível de compreensão escrita e expressão escrita e oral, em cada caso, o nível de conhecimento informático e cursos neste domínio frequentados e qualquer outra Aptidão ou Competência Pessoal que o Candidato entenda relevante em contexto profissional.
Informação adicional/Actividades adicionais:
Neste ponto deve ser incluída informação complementar, relacionada com interesses e formas relevantes de intervenção na sociedade civil, em geral, como sejam, a participação em acções de voluntariado, a prática de desporto federado ou a experiência do associativismo, a nível académico ou fora dele, isto é, tudo o que, validamente, contribua para melhor definir o Candidato